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Juliana VelosoPsicóloga | CRP 06/72637

Relacionamentos e vínculos

Limites não são ausência de afeto

Colocar um limite costuma ser confundido com afastamento. Na maioria das vezes, é o contrário.

Por Juliana VelosoPublicado em 21 de abril de 20261 min de leitura
Cortina de linho junto a uma janela, presa por um cordão, com luz difusa entrando pelo tecido

Para muitas pessoas, dizer não ou estabelecer um limite claro traz uma sensação imediata de culpa, medo de decepcionar ou receio de parecer indisponível. Essa dificuldade costuma estar ligada à ideia de que cuidar do outro exige sempre disponibilidade total, mesmo às custas do próprio bem-estar.

Um limite bem colocado não é sinônimo de frieza. Pelo contrário: relações que sustentam limites claros tendem a ser mais sinceras e duradouras, porque não dependem de sacrifício silencioso de um dos lados. Aprender a comunicar um limite com respeito, sem agressividade nem justificativa excessiva, é uma habilidade que pode ser desenvolvida.

Como isso aparece no dia a dia

Um exemplo comum é dizer sim a um pedido de última hora mesmo estando exausta, por medo de parecer indisponível. Com o tempo, esse tipo de escolha silenciosa costuma gerar mais distância do que um não dito com clareza logo no início.

Esse é um tema recorrente em processos de psicoterapia: entender de onde vem a dificuldade de colocar limites e construir, com calma, novas formas de se posicionar nas relações mais importantes da vida.

Este conteúdo é informativo e não substitui atendimento individual.