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Juliana VelosoPsicóloga | CRP 06/72637

Família e maternidade

Culpa materna: quando a exigência ocupa o lugar do cuidado

A culpa materna raramente aparece sozinha. Ela costuma vir acompanhada de uma régua de exigência quase impossível de alcançar.

Por Juliana VelosoPublicado em 7 de abril de 20261 min de leitura
Sapatinhos infantis ao lado de uma manta dobrada sobre um banco de madeira, à luz do sol

A maternidade é atravessada por expectativas sociais, familiares e pessoais que, somadas, criam uma régua de exigência difícil de sustentar. Quando essa régua não é alcançada, o sentimento mais comum é a culpa, mesmo quando os cuidados oferecidos são adequados e suficientes.

Vale distinguir exigência de cuidado. Cuidado envolve presença, atenção e responsabilidade possível dentro da realidade de cada pessoa. Exigência, por outro lado, costuma ser abstrata e comparativa, alimentada por padrões que nem sempre fazem sentido para a vida real de quem os carrega.

Como isso aparece no dia a dia

Isso aparece, por exemplo, quando uma mãe passa o dia inteiro presente, atenta e cuidadosa, mas se culpa à noite por ter respondido de forma impaciente em um único momento. A régua de exigência ignora as horas de cuidado real e se fixa apenas no episódio que não correspondeu ao ideal.

Na psicoterapia, esse tema costuma abrir espaço para que a pessoa reconheça sua própria régua de exigência e comece a construir parâmetros mais realistas e compassivos para si mesma, sem que isso signifique deixar de se importar com o cuidado oferecido.

Este conteúdo é informativo e não substitui atendimento individual.