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Juliana VelosoPsicóloga | CRP 06/72637

Mudanças e transições

Mudanças de vida e a sensação de não reconhecer mais o próprio caminho

Separações, mudanças de cidade, luto ou novas fases costumam trazer a sensação de que os antigos pontos de referência já não servem.

Por Juliana VelosoPublicado em 10 de março de 20261 min de leitura
Porta de madeira entreaberta, com luz quente entrando por um corredor silencioso

Transições de vida, mesmo quando desejadas, costumam trazer um período de desorientação. Os pontos de referência que orientavam decisões, rotinas e até a forma como a pessoa se via deixam de fazer sentido do mesmo jeito, e ainda não existem novos pontos de apoio consolidados.

Esse período intermediário pode ser especialmente desconfortável, porque não há um roteiro pronto para atravessá-lo. É comum sentir que se perdeu algo, mesmo quando a mudança foi uma escolha própria. Isso não indica um erro na decisão: indica que uma transição real está em curso.

Como isso aparece no dia a dia

Isso aparece, por exemplo, em quem muda de cidade por uma oportunidade real e desejada, mas nos primeiros meses sente uma tristeza que não consegue explicar. Não é arrependimento: é o período em que os antigos pontos de referência já não servem e os novos ainda não foram construídos.

A psicoterapia pode oferecer um espaço estável enquanto essa reorganização acontece, ajudando a pessoa a compreender o que está mudando e a construir, aos poucos, novos pontos de referência coerentes com a fase atual da vida.

Este conteúdo é informativo e não substitui atendimento individual.